sexta-feira, 22 de julho de 2011

Jacques Bonhome

A vida me grita socorro
Eu olho
Não posso ajudar
Levo um coração jaz partido
Sangrando na espuma do mar
Maltrapilho
Sem açúcar, sem afeto

As luzes convidam honrosas
Para as trevas da noite esconder
Meus olhos cansaram da peça
É tarde
Já não posso ver
Das veias o sangue a verter

A música soa a tempo
Nem me tirei pra dançar
Contrapunctus inversus
E meu catatônico olhar

Senescal vai com a alegria
E a promessa de ver prosperar

O sol não quer refletir
A lua resolveu não ficar

Preto céu

Daniel Aguiar.

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